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Peixotinho! Em fevereiro nascia um dos médiuns de efeitos físicos.

February 27, 2021 15:40 , by Casa do Caminho - 0no comments yet | No one following this article yet.
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Peixotinho

Você sabe quem foi Peixotinho?

Francisco Peixoto Lins, mais conhecido como Peixotinho, nasceu no dia 1 de fevereiro de 1905, no Ceará e fora um médium de efeitos físicos, tendo realizado, através de seu dom, a mediunidade, inúmeras materializações de vários espíritos que intercediam em favor de enfermos, portadores de doenças de variadas origens e de cunho espiritual.

 ‘Aos 15 anos manifestaram-se nele os primeiros indícios de sua extraordinária mediunidade, sob a forma de terrível obsessão. Nesse período, sofreu uma paralisia que o prostrou num leito durante seis meses. Um dos seus vizinhos, membro de uma sociedade espírita de Fortaleza solicitou permissão à família para prestar-lhe socorro espiritual, com passes e preces.

A fim de distrair-se, Peixotinho começou a ler alguns romances espíritas e, posteriormente, as obras da Codificação Kardequiana. Em menos de um mês, apresentava sensível melhora em seu estado físico e foi libertando-se progressivamente da falsa enfermidade.

Ao melhorar a condição física, passou a frequentar o Centro Espírita onde militava o grande tribuno Vianna de Carvalho, que, na época, estava prestando serviço ao Exército Nacional, em Fortaleza. Orientado por ele, Peixotinho iniciou o seu desenvolvimento mediúnico.

Em 1926, foi convidado ao serviço militar e transferido para Macaé no Rio de Janeiro. Lá, em 1945 fundou o centro espírita GEAL (Grupo Espírita André Luiz), com outros confrades e passou a conviver com Américo Ranieri, procedente de Minas Gerais.

Muitas das reuniões mediúnicas de materialização realizadas por Peixotinho ocorreram em Minas Gerais, algumas delas na presença da família Soares e outras com a participação de Chico Xavier. 

Como a história de Peixotinho cruza-se com a família Soares?

Em 1946, em Belo Horizonte, iniciava-se a história do Grupo da Fraternidade Espírita Irmã Scheilla – que se encontra em atividade até hoje - quando reuniram-se Américo Ranieri e Jair Soares. Ranieri logo em seguida mudou-se para o Rio de Janeiro.

As atividades do chamado ‘Movimento da Fraternidade’ eram ainda incipientes, e em fevereiro de 1949, D. Elvira Soares, esposa de Jair, encontrava-se muito enferma com um câncer e informada pelos médicos de sua morte em breve. 

No dia 10/02/49, de madrugada, Jair Soares é chamado ao portão de sua residência. Chovia torrencialmente. Indo atender, defrontou-se com a presença de três visitantes. Um deles se identificou como Francisco Peixoto Lins (Peixotinho) que constrangido, escusou-se por estar ali em hora avançada, conseqüência do atraso do trem que lhes trouxera do Rio de Janeiro.

Eles vinham pedir hospedagem por indicação de Ranieri, que afirmava ser o lar da família Soares uma verdadeira ‘pensão da fraternidade’. Peixotinho esclareceu que, na manhã seguinte, partiriam para Pedro Leopoldo, para se entrevistar com Chico Xavier.

Dona Elvira, mais conhecida como Ló, encontrava-se já recolhida em seu aposento. Porém, no dia seguinte, Ló, os visitantes e o anfitrião conversaram, quando Peixotinho acompanhando com os olhos, os movimentos da senhora, fez singular meneio com a cabeça. E contou:

– Ah! Agora percebi o porquê da nossa presença em seu lar. Visitar Chico foi mero pretexto da Espiritualidade para que estivéssemos aqui. Vejo o nobre Espírito Scheilla, com o rosto próximo ao de sua companheira e dizendo-me que D. Ló precisa de tratamento.

O casal, sensibilizado, permitiu em seu lar, uma inesquecível reunião de ectoplasmia, com notáveis fenômenos de efeito físico. Ló curou-se e desencarnou somente 22 anos depois.

Após esse evento, Peixotinho participou de muitas reuniões de materialização com o objetivo socorrista. Foram muitas curas, fora dos holofotes. Ao contrário, eram realizadas numa pequena sala, muitas vezes em um anexo de sua residência. Essas reuniões de materializações se tornavam uma rotina, sempre aos sábados, guardadas no respeito e proteção de seus objetivos, o realinhamento espiritual de seus “pacientes” e a cura de enfermidades de natureza somática.

Tornou-se um dos mais famosos médiuns de materializações e efeitos físicos. Por seu intermédio produziram-se as famosas materializações luminosas e uma série dos mais peculiares fenômenos, tudo dentro da maior seriedade e nos moldes preceituados pela Doutrina Espírita.

Divaldo Pereira Franco narra, em uma de suas palestras, que Peixotinho sofrendo certa vez de úlcera gástrica, notava que todas as medicações prescritas para esse tratamento agravavam os sintomas da asma, de que também padecia. Como misericórdia, o plano espiritual, através de seu mentor, revelou-lhe que lhe seria dado uma "anistia temporária" de sua asma, para assim ele poder tratar a úlcera. Narra Divaldo que assim que o médico anunciou a cura da úlcera, ele respondeu já em crise: gra- hum ças- hum a Deus! (voltara a asma).

A mediunidade de efeitos físicos cumpriu o seu papel no mundo corpóreo. Chamou atenção para a existência da comunicação entre os dois planos da vida, como salienta Kardec em “O Livro dos Médiuns”, e contribuiu para a convicção de muitos. Entretanto, ainda ressaltado no Livro dos Médiuns (cap. XIV, item 160), esses fenômenos tendem a diminuir dando lugar a formas mais perfeitas de comunicação.

Por fim, é fundamental compreender que a mediunidade é uma faculdade inerente ao homem, nada tem de sobrenatural e, que se revela em cada ser, de maneira própria, não se apresentando a todos do mesmo modo. E, o intercâmbio mediúnico tem como objetivo principal contribuir com o progresso dos seres nos diversos planos da vida.

 

Quer saber mais sobre Peixotinho, mediunidade e suas materializações?

Hoje, 27 de fevereiro, sábado, às 16 horas, nosso amigo Paulo de Tarso irá falar sobre: “Os desafios da mediunidade: Peixotinho, a prova”, no canal da Casa do Caminho. Não perca! Esperamos todos para ouvirmos grandes histórias juntos!

Clique no link e acesse a palestra: https://youtu.be/CSLGUlnnrwg

 

Referências:

 

“Enganar-se-ia igualmente quem supusesse encontrar nesta obra uma receita universal e infalível para formar médiuns. Se bem cada um traga em si o gérmen das qualidades necessárias para se tornar médium, tais qualidades existem em graus muito diferentes e o seu desenvolvimento depende de causas que a ninguém é dado conseguir se verifiquem à vontade.

As regras da poesia, da pintura e da música não fazem que se tornem poetas, pintores ou músicos os que não têm o gênio de alguma dessas artes. Elas apenas guiam os que as cultivam, no emprego de suas faculdades naturais.

(O Livro dos Médiuns, Allan Kardec)

 


Source: Casa do Caminho

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